19 de agosto de 2026
Você já deve ter escutado falar nos noticiários que o Super El Niño foi confirmado e que suas consequências estão previstas para chegar com mais força ao Brasil a partir de outubro, segundo o boletim de órgãos renomados, como o Instituto Nacional de Meteorologia, publicado na UOL. Agora que o fenômeno está dando as caras, a questão é: como os condomínios podem se preparar para essa realidade?
Entre as diversas responsabilidades que um síndico carrega, a de garantir a segurança e o bem-estar dos moradores e trabalhadores é uma das principais! Por isso, neste artigo, vamos trazer alguns dados, explicações e orientações sobre o que fazer para se preparar da melhor forma.
Lembre-se sempre de conferir informações atualizadas em órgãos de pesquisa sérios.
O El Niño é um fenômeno climático que ocorre quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal. Essa mudança é natural e costuma acontecer de tempos em tempos. Todo o globo é afetado por isso, e o clima pode ser alterado, podendo causar eventos climáticos extremos como consequência desse aquecimento das águas.
Um ponto importante que precisamos lembrar é que estamos enfrentando um período de mudanças climáticas, em que a temperatura do oceano e do planeta já está se alterando. De acordo com o pesquisador Marcus Polette, do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), em uma matéria para o Metrópoles, os efeitos desse fenômeno tendem a ser maiores devido ao cenário de crise climática que o mundo enfrenta.
Mas você deve estar se perguntando: e o Super? A previsão este ano é que todas as mudanças que costumam acontecer quando o El Niño chega sejam ainda mais fortes. Um comunicado do Serviço Meteorológico do Reino Unido, feito em abril, alertou: “há uma crescente confiança de que este evento possa se situar no limite superior da faixa histórica”. Trecho retirado na íntegra da matéria da Veja. Ou seja, o que nos espera pode ser ainda mais forte do que já foi visto na história.
Essa não é a primeira vez que o mundo enfrenta o fenômeno de forma tão intensa. No episódio de 2015-2016, as queimadas atingiram a Amazônia e acabaram com cerca de 2,5 bilhões de árvores, de acordo com dados publicados no G1.
A coisa parece assustadora, não é mesmo? Ainda mais quando pensamos na realidade dos condomínios do Rio, que talvez não estejam preparados para eventos de grande impacto. Mas é possível se preparar sabendo como cada região será impactada e, a partir disso, preparar os planos dentro do seu condomínio.
Como o Super El Niño também influencia no Brasil, é preciso entender o que pode mudar de acordo com os especialistas. Como nosso país é extremamente diverso, cada região poderá enfrentar desafios diferentes. No Rio de Janeiro, a previsão é de que a onda de calor seja maior e também os riscos de temporais. Segundo a meteorologista Hana Silveira, em uma matéria para o G1:
“No estado do Rio de Janeiro, onde a primavera e o verão já são caracterizados por temperaturas elevadas, a ocorrência de um El Niño pode contribuir para períodos com temperaturas acima do normal para a estação.”
A Prefeitura do Rio anunciou, no dia 20 de julho, a antecipação do Plano Verão, focado em ações de enfrentamento a partir de medidas como comunicação, pontos de resfriamento e suspensão de eventos como forma de lidar com a situação. A Prefeitura de Niterói também está se preparando. Um plano de força-tarefa municipal para tratar dos impactos do El Niño na cidade foi montado. Entre as medidas, estão mapeando áreas de maior risco e se unindo a planos de concessionárias da região para se adaptar aos seus planos.
Ou seja, para começar a se preparar e preparar o seu condomínio, é preciso verificar quais são as previsões para a área em que você mora. Agora, vamos falar de algumas ações práticas que podem ajudar síndicos a se prepararem melhor.
A prevenção é o melhor caminho para se preparar e, por isso, você pode começar mapeando as áreas do condomínio e quais riscos podem morar aqui. Além de revisitar todas as manutenções para checar se estão em dia. Um dos riscos que podem ser mais frequentes são:
Por isso, para se preparar para eles:
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É importante checar também se extintores, mangueiras, alarmes e iluminação de emergência estão funcionando corretamente e dentro da validade, além de garantir que as rotas de fuga estejam com as passagens liberadas.
Além de pensar em toda a estrutura, é preciso levar em conta que vidas estão em jogo. Por isso, reforce o cuidado com colaboradores que atuam em áreas externas ou em atividades físicas mais intensas sobre a necessidade de fazer pausas e manter a hidratação em dias de calor extremo. Além de manter uma comunicação direta e acessível para que reportem qualquer caso.
Já com os moradores, reforce a comunicação! Invista em orientações claras e, caso tenham dúvidas frequentes já observadas em outros períodos, esse é o momento de sanar. Um comunicado simples, mas assertivo, pode conscientizar sobre o uso de aparelhos elétricos, os cuidados com pontos de água parada, a importância de saber quem contatar em casos de emergência e como garantir a segurança de todos.
Lidar com tudo isso é muito, mas com a MGemal, você pode contar com uma gestão de RH e contábil para ter mais tempo para se preparar para enfrentar esse novo cenário.